Morada Nova: nova operação prende sexto vereador suspeito de integrar esquema com facção


Subiu para seis o número de vereadores presos como resultado da investigação sobre a atuação de uma facção criminosa junto a um grupo político em Morada Nova, no Vale do Jaguaribe. Vereador do município, Weder Basílio (PP) foi preso nesta terça-feira (5) durante a Operação Consorte, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE). 

A FICCO é composta pelas Polícias Federal, além da Civil, Militar e da Perícia Forense do Ceará. Também estão incluídas a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e a Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Sobre a operação, a defesa do parlamentar disse que todas as providências jurídicas serão tomadas para revogar a prisão que chamou de “ilegal” e para esclarecer os fatos.

A ação desta terça foi um desdobramento da Operação Traditori, de março de 2026, que resultou na prisão de outros cinco vereadores da mesma cidade: Hilmar Sérgio Pinto da Cunha (PT), presidente da Câmara do Município; Lúcia Gleidevânia Rabelo, conhecida como Gleide Rabelo (PT); Cláudio Roberto Chaves da Silva, o “Cláudio Maroca” (PT); José Régis Nascimento Rumão (PP) e José Gomes da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Dedé (PSB). 

Na época, a Polícia Federal (PF) apontou o grupo como suspeito de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e financiamento ilegal de campanhas nas eleições de 2024.

Já a última operação cumpriu 27 mandados de busca e apreensão e seis de prisão, expedidos pela 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza. As diligências aconteceram simultaneamente em cinco municípios cearenses – Fortaleza, Aquiraz, Morada Nova, Jaguaribara e Ibicuitinga – e também em Belo Horizonte (MG). Ao todo, 108 policiais federais e civis participaram da ação.

Segundo a PF, o objetivo é aprofundar investigações relacionadas a uma organização criminosa atuante em múltiplos estados. Os investigadores identificaram um fluxo financeiro superior a R$ 500 milhões, indicando a “possível utilização de mecanismos para ocultação e para dissimulação de recursos ilícitos”. 

Na fase atual, o foco principal é a desarticulação financeira da organização criminosa, com ênfase na apuração de crimes de lavagem de capitais e de delitos correlatos.

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